engolido à seco

Fui conhecer o Dry, o bar sensação da noite paulistana. Do bar sabia da fama da boa bebida, do pequeno e aconchegante tamanho e de que se chegasse tarde, poderia não entrar.

Fomos cedo. Era 6afeira (ok, não é o melhor dia à sair) cheguei 21h45, os amigos 21h30. Pediram mesa assim que chegaram, esperavam-me no balcão. Eu cheguei e pedi um drink, um mini martini de gengibre bem interessante.

aliás, ponto a favor, o martini vem em dois tamanhos. O convencional custa 21ou22 dinheiros e o baby, 17.

Pedi o baby porque não tinha comido, então namorei o cardápio até encontrar um panini como aperitivo. A porção vem com 3 pedaços (são triângulos de pão de forma). Eram 22h10. A hora que entramos no buraco negro….

Quando, às 22h30, percebemos que não só não tinham chamado a nossa mesa como outras pessoas que chegaram depois tinham sido sentadas, chamamos o maitre/chefe de salão.

Perguntamos sobre a mesa. Ele rispidamente respondeu: “vocês não pediram para mim”; “pedimos para o garçom, assim que chegamos” argumentaram os amigos; “mas ele não me passou nada”, “mas como o senhor vai resolver então?”; fácil, ele virou as costas e saiu andando.

Um dos meninos que estava comigo foi atrás (conhecido por seu temperamento difícil): “e o senhor vai virar as costas de não resolver nada?”: “eu tenho 25 anos de noite, sabia?”; “parece que não”; ele sai resmungando e volta “vou encaixar vocês mas não posso garantir quanto tempo vai demorar”, nova virada de costas. A gente se olhou e pensou em ir embora. Foi quando lembrei que meu petisco não tinha chegado. Eram 22h45.

Olhamos o cardápio em busca de outro drink quando fomos interrompidos pelos gritos de Billy Paul “oooô..oooô..oooô..”, sabe aquela música que toca em todo casamento? qualquer um? No talo. Aparentemente não havia dj, apenas um mixer com dois Ipods e os garçons aumentavam quando e como queriam.

Descobri que aumentavam muito quando queriam discutir entre si, e disfarçar o fato para os clientes – adivinha se, segundo a lógica de Murphy, não sentei no balcão ao lado de onde os garçons faziam o pedido e por conseqüência de costas para todo o furduncio?

Chegou meu petisco. Bem gostoso. Recheio caprichado.

Nada de sentar. À nossa volta engomados de todas as idades e estilos.

Busca um drink no cardápio e eis a grande surpresa:

percebeu? leia de novo, atentamente. Méééry, aquela que tinha carneirinhos, no Dry também é drinkinho.

Quando o relógio apontou 23h30 cansamos de esperar e pedimos a conta. O mâitre vem e diz “vou deixar o cartão, na próxima vocês reservam a mesa” (alguém sentiu desdém??); meu amigo prontamente respondeu “não se preocupe que não tem próxima”; o chefe tenta consertar “veja bem, é que as pessoas sentam numa mesa de quatro, aí os amigos vão chegando e sentando junto. Tem mesa de 4 pessoas com 16 sentadas”. E? o que tenho a ver com isso?

E porque já estávamos no buraco negro, pagamos a conta e ninguém nos deu a saída, rimos do nonsense e fomos à porta já esperando o que iria acontecer. Tadááá, o segurança não nos deixa sair. Rimos. Fui atrás do mâitre que liberou a nossa saída. Ao lado da porta já havia gente sentada esperando para poder entrar.O segredo do sucesso do local. O Dry é o bar para você ver, ser visto, mas não atendido. Você espera, espera e quando cansa, já formou a fila que os donos desejam. Aproveite e peça um bloody mery para relaxar.

*O Dry fica na R. Padre João Manuel 700, esquina com a Tietê. é lindo. e chato bagarai.

9 Respostas

  1. tbm ja vi erros em cardápios por ai… acho que deveria existir um corretor, um defensor da língua, cujo trabalho seria visitar os lugares por ai, corrigindo e multando quem escreve errado em cardápios, listas, faixas, flyers etc…
    eu ia adorar ter esse emprego!

  2. Aprendi minha lição recentemente aqui em BH também… era uma febre danada… velvet club, velvet club… resolvi dar um pulo lá e…

    …bom, o resto é como você contou…

    : P —> para os lugares-febre

  3. Tenho um amigo que é sócio, mas ouço falar tão mal que nunca fui. E agora mais ainda nunca irei😦

  4. Tenho um amigo que é um dos sócios, mas já tinha ouvido falar tão mal, que nunca fui. Agora então…

  5. nem dry, nem wet

    será que não tava escrito Drai?
    só pelo relato já descartei o lugar, mas te dou uma dica quente de um bistrot muito bonitinho e com comida boa – Boutique Bistrot. fica na rua fernando de albuquerque, quase em frente ao Kebabel, pertinho da rua augusta. ali perto também abriu um japonês, mas ainda não fui.
    saudades!!!

  6. Faça como eu bem. chegue cedo, seja vista, tome 2 aguas e termine a noite na lanchonete da cidade!

    beijos querida!

  7. oi camila…ja entrei no sei blog uma vez, achei-o pela cumplicidade do nome do meu ae de cima…quanto ao bar, na noite vira e mexe vc é lesado, no Café elétrico vc entra ja escorregabdo de tanta gordura no chão.
    abraços fellini

  8. oi renata, sorry..errei de nome, seja como for..como dia o bom selvagem, só a antropofagia nos une..
    abraços…linkei por vc pelo nome do seu blog
    fellini?

  9. muuuuuy chato! Riscado da lista forever. Anyway, a noite foi boa. Falamos e matamos as saudades, com direito a final de noite impagável. bjs. Saudade sempre.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: