quase clichê

Não sei exatamente como começou

mas uma excitação tomou conta quando a Grécia apareceu como destino certo. Com a mitologia grega forte no imaginário, pedi a benção aos deuses e deusas principalmente e fui para Atenas reencontrar o que nem sabia que exista. Ou que nunca deixei de saber e acreditar.

O mar tem mais tons de azul do que você pode imaginar

As vielas e ruas são estreitas e caóticas e cercadas por casas brancas…às vezes lembra a favelinha branca com tantos fios que saem de um poste para uma casa para um poste para outra casa. Mas são todas baixas e você vê o sol e o céu. Vê também o vizinho da frente.

Andar de vespa por ali é rápido e libertador mesmo quando a polícia te pára por estar sem capacete e fica encafifadíssima com seu passaporte verde.

tudo está lá.

O antigo e o novo lado a lado.
A novidade que te aguarda pode ter mais de mil anos e estar atrás da esquina.

Atenas vai além do clichê, a não ser pelo motorista que assistiu à  “Zorba, o Grego”  dezesseis vezes e se veste igual ao personagem do filme, azul e branco, roupa de linho.

É a cidade onde os deuses vieram dar início a tal civilização.

Uma cidade onde é muito fácil se locomover mesmo que grego seja uma língua incompreensível para nós. Incompreensível mas familiar; mais de uma vez pessoas passaram conversando ao meu lado e achei que fosse alguém falando português. Algo com a melodia, o som, o estado de espírito. Kiefi, como eles dizem.

Assim, sentindo que estava em casa, fui em plena 2afeira até a loja de discos onde tinha ido gravar uns dias antes bater na porta e pedir para o dono, Nektarios, levar-me para um rolê.

A loja é incrível, chama-se Vinyl Microstore, vende discos, cds, revistas, mantém uma rádio on line sensacional, permite aos clientes usar a internet (coisa rara na Grécia já que a rede lá é uma porcaria), e ainda promove um festival chamado Yuria. Aproveitei e comprei alguns bons discos, como o indicado no post de ontem, e outras músicas que disponibilizo hj. Tem um que fica guardado para ter post próprio.

Só um povo como o nosso se permite abrir as portas para estranhos e estrangeiros – entramos em contato com ele porque queríamos gravar o Urbano com o tema de rock por lá – e ainda convidar a estranha para jantar na casa dos amigos. Lá fui mediante um trato: uma vez não tem coisa mais chata que ficar falando inglês quando essa não é sua língua mãe, ficou acordado que quando um dos dois cansasse, falaria na sua língua pátria. Tenho certeza que metade dos nossos diálogos não fazia sentido, mas….foi uma noite divertida, de bar em bar, colando cartaz, vendo a cidade e percebendo que a vida por lá não é tão diferente daqui


*casa da Irini…

*bar

Hug-Hug-Hug

2 Respostas

  1. É o máximo essa loja, ein? O único som grergo que conheço é de um tal de Synitheis Ypoptoi, muito bom por acaso.

  2. incríve!
    gostei muito parabéns!

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