é hoje

é hoje que a melhor novela não escrita se encerra. Até o fim do dia teremos o novo presidente norte-americano. Quer relembrar os melhores capítulos e entender tudo o que se passou até aqui? O New York Times fez um vídeo incrível com o título “Escolhendo um Presidente“.

Fotos, trechos de entrevistas, histórias e análises numa excelente reportagem.

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quase clichê

Não sei exatamente como começou

mas uma excitação tomou conta quando a Grécia apareceu como destino certo. Com a mitologia grega forte no imaginário, pedi a benção aos deuses e deusas principalmente e fui para Atenas reencontrar o que nem sabia que exista. Ou que nunca deixei de saber e acreditar.

O mar tem mais tons de azul do que você pode imaginar

As vielas e ruas são estreitas e caóticas e cercadas por casas brancas…às vezes lembra a favelinha branca com tantos fios que saem de um poste para uma casa para um poste para outra casa. Mas são todas baixas e você vê o sol e o céu. Vê também o vizinho da frente.

Andar de vespa por ali é rápido e libertador mesmo quando a polícia te pára por estar sem capacete e fica encafifadíssima com seu passaporte verde.

tudo está lá.

O antigo e o novo lado a lado.
A novidade que te aguarda pode ter mais de mil anos e estar atrás da esquina.

Atenas vai além do clichê, a não ser pelo motorista que assistiu à  “Zorba, o Grego”  dezesseis vezes e se veste igual ao personagem do filme, azul e branco, roupa de linho.

É a cidade onde os deuses vieram dar início a tal civilização.

Uma cidade onde é muito fácil se locomover mesmo que grego seja uma língua incompreensível para nós. Incompreensível mas familiar; mais de uma vez pessoas passaram conversando ao meu lado e achei que fosse alguém falando português. Algo com a melodia, o som, o estado de espírito. Kiefi, como eles dizem.

Assim, sentindo que estava em casa, fui em plena 2afeira até a loja de discos onde tinha ido gravar uns dias antes bater na porta e pedir para o dono, Nektarios, levar-me para um rolê.

A loja é incrível, chama-se Vinyl Microstore, vende discos, cds, revistas, mantém uma rádio on line sensacional, permite aos clientes usar a internet (coisa rara na Grécia já que a rede lá é uma porcaria), e ainda promove um festival chamado Yuria. Aproveitei e comprei alguns bons discos, como o indicado no post de ontem, e outras músicas que disponibilizo hj. Tem um que fica guardado para ter post próprio.

Só um povo como o nosso se permite abrir as portas para estranhos e estrangeiros – entramos em contato com ele porque queríamos gravar o Urbano com o tema de rock por lá – e ainda convidar a estranha para jantar na casa dos amigos. Lá fui mediante um trato: uma vez não tem coisa mais chata que ficar falando inglês quando essa não é sua língua mãe, ficou acordado que quando um dos dois cansasse, falaria na sua língua pátria. Tenho certeza que metade dos nossos diálogos não fazia sentido, mas….foi uma noite divertida, de bar em bar, colando cartaz, vendo a cidade e percebendo que a vida por lá não é tão diferente daqui


*casa da Irini…

*bar

Hug-Hug-Hug

do fundo da estante

tão bom encontrar coisas

que na correria foram empilhadas

e que são impossíveis de esquecer

encontrei esse disco na loja de um amigo.

É a trilha sonora feita em 2008 para acompanhar o filme mudo japonês de 1933 “Yogoto No Yume” de Mikio Naruse. A trilha chama-se “Every Night Dreams” produzida pela dupla grega que atende por Your Hand In Mine.

Belíssimo, para ouvir vendo o filme ou não.

Disponível para download aqui ou aqui

e para ouvir uma, ouça-a já

Calendar

Parakalo

Depois do prêmio-festa-da-firma, cheguei na Grécia.

Entre deuses, ruínas e uma cidade muito interessante, descobri que a internet aqui é horrível. Os gregos estão conhecendo agora o mundo da internet a cabo. E ela ainda oscila.

Mas quem precisa de internet quando se tem isso:

confesso, eu preciso. Tem horas que para vencer o calor só um café gelado e um pouco de ar-condicionado. Urbanóide é foda.

*parakalo é uma palavra incrível, que funciona como alô, oi e por favor

Si, es Miami!

Lembro sempre desse slogan quando se fala em Miami, acho que era uma propaganda. Toda visita à cidade revela algo bacana, que ora reforça, ora foge do clichê que impregnou a cidade.

Na pequenice corri atrás do Mickey, Minnie e Tia Stella Barros. Tá certo que a trilha para o mundo mágico começava com o povo caindo nas compras. Depois você descobre que essa é a tônica do universo do seu Walt. Tudo bem, todo mundo tem uma queda para o consumo, se você é pré-teen e ele envolve orelhas de rato, fica mais fácil. Comigo não foi diferente.

Miami foi a cidade das boas estréias: a primeira matéria internacional como produtora-repórter (estréia de Alexandre Pires como cantor para o mercado latino local, confirmando o clichê cucaracho da cidade) e a primeira matéria internacional como repórter on-camera (Avril Lavigne em meio ao ubber hit “Complicated”, confirmando o clichê da cidade como ponto pop).

Na primeira viagem os hotéis eram perto dos centros de compras de downtown; na segunda o destino era Miami Beach, Art Déco, a Ocean Drive e a praia, indicando que cidades muito diferentes conviviam sob um mesmo nome. (descobri mais tarde que para os locais Miami e Miami Beach são coisas muito diferentes).

De lá para cá a cidade cresceu e investiu no perfil “entretenimento adulto”: nightclubs, spas, barcos e boa vida para aqueles que puderem assim pagar. Quem não pode se contenta em viver em dólar, pode falar em espanhol que impressionantemente é mais fácil de ser ouvido na cidade que o inglês.

Perdi o WMC mas desembarquei na cidade atrás de uma boa festa. O B-Live é um evento que reúne bandas e djs, que aconteceria pela segunda vez na cidade e que tem como headliner esse ano Groove Armada. Se o destino era inicial era Miami Beach, por problemas de produção acabamos hospedados em Miami, o que obrigou um deslocamento diário de 15 minutos para lá e para cá. Mas isso não impediu de aproveitar quase toda a cidade.

Ouzo’s foi o restaurante da chegada, especializado em comida mediterrânea. Preço bom e comida bacana em South Beach. Valeu também pelos vinhos.

Segundo dia foi de muita função mas também de festa boa, graças as amigas. Depois de uma festa meio estranha, mas com uma bela vista

Chegamos ao Love Hate, um bar em Miami Beach com decoração calcada nas tatuagens oldskool. Isso porque os donos são dois tatuadores do seriado Miami Ink. Naquela noite o som estava à cargo do Dj Mateo, que tocava mash-ups e música dos anos 90.

(balcão do Love Hate)

É caro beber na gringa, você tem que deixar gorjeta a cada pedido, uma cerveja custa 5 dólares. Graças aos nossos animados garçons garantimos um teor alcóolico razoável na noite – a cada cerveja mandavam uma rodada de shots de algo que não especificado (mas bem bom) e que, ao final da noite, nosso simpático amigo da foto disse: vcs são do brasil? Isso é porra!”