para onde aponta o dedo?

Estamos criando um bando de dedo-duros. Gente que está mais preocupado em faturar e se dar bem em cima das atitudes dos outros do que em questionar o valor disso.

O escândalo em torno da foto do Michael Phelps:  Quem tirou a foto está ao lado do atleta. Não há fotógrafo de tocaia. O nome de quem a vendeu é mantido em sigilo, o que me faz deduzir que foi alguém que estava na festa – um amigo-do-amigo talvez? –  que viu ali a oportunidade de faturar muito.

Nos tempos atuais se deixar fotografar em qualquer situação tornou-se uma ameaça. Mesmo entre amigos. 14 medalhas olimpicas depois, o cara ainda perde patrocinadores e tem de ir a público se desculpar por algo que quase todo adolescente já fez.  Radley Balko escreveu uma carta com o que Michael Phelps deveria ter realmente dito. Começava assim “Dear America, I take it back. I don’t apologize. Because you know what? It’s none of your goddamned business….”

A barreira do público/privado ainda existe?  É mais uma das revoluções que presenciamos? Se a informação é a moeda da vez, o dolar do século XXI, você topa tudo por dinheiro? Vai fazer como taxista no Rio de Janeiro que ganha agrado para avisar quem aparece na porta de casa no Leblon? Vai aproveitar do seu celular de último tipo para gravar cenas daquela mulher na boate de divertindo e vender na rede? Vai aproveitar qualquer oportunidade de faturar vigiando a vida alheia? Pense nisso.


Discurso final de Al Pacino em “Perfume de Mulher”. O texto está aqui.

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HOJE

1

oi, vc ai

me dá um dinheiro aí/me dá um dinheiro aí….

o carnaval acabou

o ano – dizem – vai começar

e eu vou voltar a postar de maneira frequente

Das Ditaduras

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” A Ditadura da Moda” é o livro de estréia de Nina Lemos em carreira de escritora-solo, já que a moça tem outros tantos livros publicados com o triunvirato 02Neurônio.

Divertido, interessante, inteligente, o livro é daqueles que deliciam o leitor com uma história envolvente, possível de ler numa só sentada. Nina domina bem a arte de dividir estórias, tornando o leitor comparsa, cumplice e companheiro de estrada.

Ludimila, editora de moda, começa a questionar a própria sanidade quando começa a ouvir vozes que gritam frases clássicas de protesto da época da ditadura em meio às semanas de moda do país. O mote é simples, há fatos reconhecíveis para aqueles que frequentam esse mundo. E é na ironia entrelinhas que Nina apresenta uma reflexão para quem assim quiser ler e uma lufada de esperança para quem quiser acreditar. Nem todo mundo sabe o que foi o período da ditadura no país e isso dificulta reconhecê-la escondida em frestas do dia a dia; “A ditadura da moda” entretem de maneira leve e deixa um espaço para o leitor escolher a alienação ou a luta armada sem culpas.

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Falando em ditaduras, leia também o texto que o Fábio escreveu sobre o fenômeno do youtube da última semana, Stefhany; aquela que é “linda, absoluta”. Chegou em mim via FlaviaDurante

UAU

trabalho bem interessante de Xavier Chassaing, não há video nesse vídeo (adoro esse tipo de frase).

são 35000 fotografias combinadas em stop motion e “live projection mapping techniques” (o que quer que isso signifique)

:)

Luisa deixou um comentário dizendo que conheceu o Terrorismo Poético de Hakim Bey através desse blog.

E o mais legal é que essa história deu frutos.

Em Against the Web ela apresenta o resultado do que esse  texto começou.E ficou foda!

Suerte guapa.

da Morcegóvia

Domingo de madrugada, maravilha para navegar pela rede, ver o Grammy, ficar com a gata no colo…

*25 coisas que eu não queria saber sobre você.

* Michael Phelps, o bong e Saturday Night Live…triunvirato

*V.V.Brown, indico sem ouvir pela boa recomendação (BigStereo) e pela maneira de divulgar o trabalho. Será que é por aí que a coisa vai?

*Auto-tune, Kanye West e T-Pain